Pílulas com protetor solar

Pílulas com protetor solar

Envelhecimento, manchas e queimaduras, o sol traz conseqüências sérias se você não usar a proteção adequada. Além dos cremes com filtro solar, agora há também um importante aliado para combater os efeitos dos raios solares, as chamadas pílulas orais com fotoproteção.

Na verdade, elas são responsáveis por aumentar as defesas da pele contra o sol. Entre as mais conhecidas está a Heliocare, preparada com um ativo chamado de polypodium leucotomos, substância obtida de uma samambaia que existe na América Central, e ainda betacaroteno e chá verde. "A pílula tem como objetivo impedir os efeitos da radiação. Ela cria uma barreira em camadas mais profundas da pele, enquanto o creme protege a superfície. Isso não significa que se deve abandonar o uso do protetor solar. Eles devem ser usados juntos", explica o dermatologista Sérgio Schalka, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional São Paulo.

Segundo o dermatologista, as pílulas da Heliocare são difíceis de serem encontradas no Brasil, mas em países como Estados Unidos e Europa são vendidas livremente e classificadas como fitoterápicos. Carla Albuquerque, também dermatologista, diz que a Heliocare é comercializada em importadoras especializadas, mas em hipótese alguma deve ser usada sem prescrição médica. "Mesmo porque nós mandamos manipular fórmulas com o ativo (polypodium leucotomos) e prescrevemos a indicado para cada paciente", ressalta a especialista, também membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Carla lembra que a pílula não só protege a pele, mas é também um poderoso antioxidante. "Quando administrado por via oral, reduz o eritema (vermelhidão) e ajuda a combater os radicais livres. Deve ser tomada pela manhã, durante todo o período de exposição solar. Eu costumo prescrever para os meus pacientes tomarem durante todo o verão", afirma.

Também no mercado há ainda a Innéov solar, usada para a mesma finalidade, porém, a composição é diferente. "O produto é apresentado em cápsulas compostas por Skin pro-biotic (Lactobacillus johnsonii - responsável em reforçar as defesas da pele) e, ainda, Licopeno e Beta-caroteno, ambos possuem ação antioxidante e reduzem o eritema (vermelhidão) induzido pela radiação ultravioleta", explica.

Indicadas principalmente para quem tem a pele muito clarinha e com tendência a manchas, as pílulas com proteção solar também ajudam a melhorar a qualidade do bronzeado. "Na verdade deixam a cor mais uniforme", explica Albuquerque. E ainda previnem a manifestação de herpes labial "no caso, o Innéov solar". Gestantes e lactantes não devem ingeri-las.

Fora do Brasil estão sendo desenvolvidas outras cápsulas, indicadas principalmente para pessoas que tenham problemas de pele por conta da exposição ao sol, entre eles, urticária solar e porfiria (hipersensibilidade da pele à luz). Depois de 19 anos de estudo, a empresa australiana Clinuvel elaborou a Afamelanotide.


"Trata-se de uma espécie de implante subcutâneo que libera uma substância análoga ao hormônio MSH (hormônio que estimula a produção de melanina pelos melanócitos da pele). Com o aumento da produção de melanina, que é um "fotoprotetor natural", há uma aumento da resistência da pele à radiação UV. Pelo que sei não tem pretensão cosmética", explica. Por enquanto não há previsão de quando ele será comercializado.

Por Juliana Lopes

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