Peeling químico X Peeling físico

Peeling químico X Peeling físico

Foto: Hero Images/Corbis

Quando o céu fica mais nublado e as temperaturas caem é muito comum o movimento nas clínicas de estéticas aumentar. Em busca de tratamentos mais invasivos, as mulheres aproveitam que o sol se escondeu para cuidar da pele e deixá-la linda para o próximo verão.

Dois dos procedimentos bastante procurados nessa época são os peelings químico e físico. "No inverno a temperatura é mais amena e, como no período pós-procedimento a orientação é evitar exposição ao sol e calor até completar a cicatrizacão da pele (em média sete dias), a estação torna-se mais procurada para os tratamentos dermatológicos", explica a Dra. Luciana Hitomi, dermatologista da Clínica Slim Clinique.

O peeling é um procedimento médico não invasivo realizado com o objetivo de rejuvenescer a aparência da pele. Como o próprio nome já diz (peel quer dizer descascar), o peeling remove as camadas da pele, estimulando a renovação celular. "Os peelings podem ser superficiais, médios ou profundos. A escolha do tipo de peeling e do agente químico que será aplicado depende da análise da profundidade de lesão a ser tratada", diz a médica. "A preparação da pele antes do procedimento e os cuidados do pós são essências para um bom resultado", afirma.

No peeling químico são aplicados na pele os ácidos salicílico, glicólico, retinóico e jessner em forma líquida ou máscara, de forma que as camadas da pele são destruídas para serem substituídas, após a cicatrização, por outra mais jovem. O procedimento é indicado para pessoas com manchas, acne, oleosidade excessiva, rugas finas, cicatrizes de acne e fotoenvelhecimento.

"O ideal é iniciar o tratamento de duas a quatro semanas antes do peeling com a aplicação de cremes à base de ácidos e despigmentantes. Nesse período é preciso evitar exposição solar", orienta a dermatologista. Após o peeling, além de evitar a exposição ao calor ou sol, a paciente deve aplicar hidratante especifico para evitar o desconforto do ressecamento devido à descamação, não retirar a pele que estiver descamando, aplicar filtro solar pela manhã e reaplicar de duas em duas horas e não usar cremes à base de ácido até a cicatrização completa.

Luciana explica que o valor do peeling depende da profundidade do procedimento e do agente químico utilizado. O número de sessões também depende da indicação do peeling. Sendo assim, podem ser necessárias de três a cinco sessões, com intervalos de quatro a seis semanas entre elas.

No peeling físico ocorre um processo mecânico de lixamento da pele para retirada das células mortas através de substâncias abrasivas. "A pele é submetida a uma esfoliação que pode ser manual ou através de aparelhos. Um exemplo bem popular é o peeling de cristal, que aplica sobre a pele pó de oxido de alumínio a vácuo", comenta a médica.

Este procedimento é indicado para todos os tipos de pele e o nível de abrasão depende da indicação do peeling. Caso seja realizada apenas microdermabrasao (esfoliação), o paciente é orientado a aplicar o filtro solar de duas em duas horas, pois a pele não descama, mas fica mais fina.

Assim como nos peelings químicos, o valor depende do aparelho utilizado no procedimento e pode ser realizado imediatamente antes do peeling para uniformizar a ação do ácido na pele. O intervalo entre as sessões depende da agressividade da abrasão, mas geralmente é entre duas e quatro semanas.


Há que passe longe do peeling por causa da descamação. Mas a dermatologista garante que há maneiras simples de disfarçá-la. "O ideal é aplicar creme hidratante especifico, e pode ser aplicada maquiagem após a aplicação do filtro solar", conclui.

Juliana Falcão (MBPress)

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