Pavor de provador? Você não está sozinha!

Pavor de provador Você não está sozinha

Por alguma razão, os espelhos de provador de loja insistem em revelar (e maximizar) detalhezinhos do nosso corpo que nós amaríamos ignorar a existência ou, pelo menos, eliminá-los: celulites, estrias, culote, gordurinhas saltando...

Se você também tem pavor provadores (e seus espelhos), saiba que não está sozinha. A empresária e produtora de eventos Camila Euzébio é uma das muitas mulheres que já encararam a cabine e, de forma humorada, descrevem sua experiência. "Primeiro você dá de cara com um cubículo de espelhos que parecem te deformar, depois tem que se olhar sob aquela luz branca que mais parece iluminação de um açougue ou um centro cirúrgico", inicia, explicando sua saga.

E na hora de encarar o espelho? "Você olha para um lado e mesmo sem querer, visualiza o Mapa Mundi no seu bumbum, estrias a perder de vista... Vira para o outro e parece que está olhando a lua e suas incríveis crateras através de um possante telescópio", declara. Fora a barriguinha, que sabemos que também insiste em saltar!

Camila, que chama o provador de "pequena câmara de horror", também revela que, certa vez, entrou com sete peças e saiu sem nenhuma e, de quebra, com a autoestima abalada. "O espelho era muito mais malvado que aquele da história de Branca de Neve. Ele olhava para mim e parecia dizer: ‘Deixa tudo aí. Guarda seu dinheiro para se matricular em uma boa academia e só volta aqui daqui a uns 3 meses’", detalha.

A estudante de fotografia Jade Morgado também já provou a sensação de horror ao experimentar roupas em uma loja. Ela, cuja tia diz que não leva a roupa se experimentar, já teve que provar suas compras em um provador coletivo - uma sala grande com muitos espelhos nas paredes e a quantidade já esperada de mulheres. Jade, que hoje tem 18 anos, tinha apenas 12, o que pode ter tornado a experiência um pouco mais traumatizante. "Eu demorei meia hora só pra tirar a roupa e provar as roupas. Lembro das minhas tias me falando pra eu parar de ser boba e que ninguém estava prestando atenção em mim, mas estive a beira de começar a chorar compulsivamente e sair correndo de lá", relata. "Essa situação só piorou meu pavor de provadores e sempre que entro neles, fecho a cortininha com tanta firmeza, para que pelo menos naquele lugar horroroso eu tenha controle da minha privacidade".

Por esses - e outros - motivos, provar roupas quase sempre se torna um feito estressante. O mais curioso é que os lojistas não parecem muito atentos aos apelos das clientes, visto que as cabines continuam com o mesmo padrão.


Para Camila, o provador é a chave para as boas vendas e merece maiores cuidados. "Que tal pensar em um projeto bacana para eles: iluminação adequada, um espelho amigo, criar um clima para a cliente se sentir gatíssima e comprar meia loja? Fica a dica." Grande dica, afinal, todos sairiam ganhando: o lojista, faturando mais, e a mulherada, se sentindo bem melhor com seu próprio corpo.

Por Ana Paula de Araujo (MBPress)

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