Os contras da depilação a laser

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A depilação a laser ainda gera dúvidas nas mulheres e em homens que arriscam o método em busca da eliminação definitiva dos pelos. A promessa de que os pelinhos não nascem mais, na verdade, lidera a lista de questionamentos.

Bom, mas segundo especialistas não é bem assim. Nenhum método de depilação é milagroso, e exige doses de paciência em quem encara. Com o laser não é diferente. O procedimento elimina cerca de 30% dos pelos, a cada sessão, e é capaz de bloquear o crescimento de até 80% no fim do tratamento. Isso porque os 20% restantes nascem mais finos e espaçados dando a leve sensação de não existirem mais.

Laser no corpo todo - Para você entender como funciona, a maioria dos lasers produz uma luz que é absorvida pela melanina, pigmento que dá cor ao pelo. Quando os pelos absorvem a luz, eles sofrem um aquecimento localizado que os danifica. A depilação a laser pode ser feita em qualquer local do corpo, mas quanto mais escuros e grossos forem os pelos, melhores os resultados.

Apesar de a lista de benefícios da depilação a laser ser extensa, não tem jeito. Alguns pontos negativos aparecem no ranking. E justamente por conta disso que peles bronzeadas, morenas e negras devem ser tratadas com muito critério, uma vez que a chance de ter queimaduras e manchas é maior.

A especialista em medicina estética, Juliana Castro Moraes, explica que nesses casos, a melanina da pele se confunde com a do pelo e isso pode provocar manchas escurecidas. "O problema é facilmente controlado com a potência da emissão de luz, que deve ser mais baixa, o que pode aumentar o número de sessões durante um tratamento", complementa.

Técnicas diminuem riscos de queimaduras - Existem técnicas para diminuir o risco de queimaduras nas peles morenas, como o tempo que a energia é administrada e o tipo de pulso que é feito. As queimaduras podem resultar em bolhas, manchas, vermelhidão, cascas, mancha escura ou mancha clara.

Entre as depilações a laser mais utilizadas estão a luz intensa pulsada, laser de diodo, Alexandrita e Nd Yag. Cada tecnologia tem características particulares que os diferenciam, mas todos eficazes diante de profissionais qualificados. Em comum, há a luz de alta energia que age atraído pela melanina.

Outra dúvida frequente diz respeito ao risco de contrair câncer. Bobagem! Os entendidos do assunto garantem que a luz do laser não tem nada a ver com a luz-ultravioleta, a parte cancerígena do espectro da luz.


No entanto, vale reforçar que as áreas a serem tratadas devem ser protegidas por filtro solar semanas antes e após a exposição ao laser, pois os resultados são melhores na pele não bronzeada. E frisar a importância de procurar sempre um dermatologista e um especialista no assunto antes de submeter-se a qualquer sessão de laser.

Por Natália Farah

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