Não sou vaidosa, e não me importo!

Não sou vaidosa e não me importo

O sonho das melhores amigas era levá-la a um desses programas no melhor estilo "Esquadrão da Moda", do SBT ou "10 anos mais jovem", da Discovery, para aquela repaginada. A filha já tentou de tudo também e, toda arrumadinha, tenta dar o exemplo para a mãe.

Mas, por escolha mesmo - e pura falta de hábito - Sandra* não faz a unha e dificilmente visita o cabeleireiro. Depilação é um luxo que, no verão, se rolar praia, ela se permite. Não se importa com o melhor xampu nem com a melhor grife ou modelagem para vestir. Optou pelo conforto e decidiu não ser escrava da vaidade, mesmo.

Quem olha logo percebe que ela compra roupa na seção masculina. "Calça eu prefiro de homem mesmo, é maior, mais confortável", confessa. E veste algo mais feminino apenas quando ganha de presente. A mãe dela conta que foi sempre assim. Desde novinha, Sandra era do time de vôlei da escola e, aí, já começou cedo a preferir o estilo mais esportivo. Depois, mais velha, casada e com quatro filhos para criar, esporte e cuidado consigo mesma viraram coisas do passado.

Hoje, aos 46 anos, jura que não se importa com o que o espelho mostra - e nem com o que os amigos dizem. Tenta seguir uma dieta indicada pela nutricionista, por conta da saúde, mas adora fugir da regra. "Eu não acho feio e nem julgo quem se cuida, quem gasta o salário todo em salão de beleza e roupa de marca. Eu respeito. Então, gostaria que as pessoas também não me julgassem".


Separada, Sandra trabalha, cria os filhos pequenos e se dedica a todos como a mulher-maravilha, a melhor mãe e amiga do mundo. Mas não vê necessidade e nem consegue cuidar de si. Solução? Ela não pensa em solução porque não vê problema. Para ela, o que faz bem não é a frasqueira cheia de cremes ou o visual na moda. Fazer bem aos outros já lhe basta.

*O nome real foi trocado a pedido da entrevistada.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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