Manicure x saúde

Manicure x saúde

Quando você vai fazer a unha, pensa bem na qualidade e no nível tóxico dos produtos que está usando? As americanas pensam. E, segundo reportagem publicada nos principais jornais dos Estados Unidos, chique por lá é escolher salões de beleza que tenham consciência verde - e não só na reciclagem do material ou na economia da água. Por lá, sustentabilidade também significa oferecer produtos às clientes que não agridam a saúde.

Em Nova York, por exemplo, já tem uma lei que obriga donos de salões a proverem máscaras e luvas às funcionárias. Em São Francisco, na Califórnia, existe até um selo que garante a consciência ecológica dos salões onde a prefeitura mesmo identifica os estabelecimentos que utilizam esmaltes livres de químicos como o tolueno, dibutil e formaldeído, o trio-tóxico. Segundo a lista de "Cosméticos Seguros da Califórnia" eles causam problemas como dores de cabeça, tontura, irritações na pele e olhos, asma e até câncer. O dibutil, que melhora o visual do esmalte, é principalmente perigoso a mulheres grávidas.

A apreensão aumenta por que, em muitos salões, a má ventilação potencializa os efeitos desses químicos, principalmente para as manicures, que passam o dia todo nesses ambientes quase sempre fechados. "Nossa preocupação é que há muitas mulheres em idade reprodutiva trabalhando com esses produtos", ressalta Julia Liou, administradora de saúde pública que trabalha em um grupo para discutir a segurança nos salões americanos.

Aqui no Brasil, a boa nova é que as principais empresas de esmaltes já fazem seus produtos sem esses componentes tóxicos. A Colorama, por exemplo, garante que todos os seus esmaltes, exceto o incolor e as bases de tratamento, não contêm as principais substâncias alergênicas dos esmaltes. Impala e Riqué também têm linhas hipoalergênicas.

Para saber se um esmalte tem agentes tóxicos ou que fazem mal á saúde, a dica é verificar se o produto é cadastrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), através do site oficial da instituição. É bom ter cuidado especial com os removedores de esmalte. Desde 2004, a agência estabeleceu exigências para regularizar esses itens de beleza. Segundo a resolução, o teor de substâncias químicas controladas não deverá ultrapassar a sessenta por cento.

Em relação ao serviço de manicure, existem algumas orientações a respeito principalmente da higiene. A Coordenação de Vigilância em Saúde (COVISA) da cidade de São Paulo, por exemplo, disponibiliza um manual para que os proprietários de salões de beleza orientem suas manicures. As dicas podem servir às clientes também, que devem ficar atentas. Confira:

• Lavar as mãos antes de atender cada cliente;

• Esterilizar os alicates, espátulas e outros instrumentos de metal, a cada uso

• Abrir a embalagem dos alicates, espátulas e outros instrumentos de metal na frente do cliente

• Retirar as toalhas da embalagem plástica na frente do cliente

• Manter o material de trabalho tipo algodão, esmaltes, removedor de esmalte e lixas novas, organizados em maletas ou gavetas

• Manter o algodão em pote com tampa

• Perguntar ao cliente se possui alguma alergia a esmalte ou outro produto a ser utilizado


• Jogar no lixo os materiais descartáveis ou de uso único, como algodão, lixas de unha, protetor de cuba e de bacia, lâminas etc.

• Colocar luvas descartáveis e só retirá-las quando concluir o serviço

• Borrifar álcool 70% nas unhas do cliente antes do procedimento para evitar infecções

Por Sabrina Passos e Priscilla Nery (MBPress)

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