Injeção de soro fisiológico aumenta os seios temporariamente

Já pensou fazer um 'test-drive' de silicone e aumentar os seios por 24 horas? Conheça o Instabreast, técnica desenvolvida pelo cirurgião americano Norman Rowe
aumento de seios soro fisiológico

Foto - Shutterstock

Um novo método de aumento de seios está sendo muito procurado nos EUA: a injeção de soro fisiológico. Segundo o cirurgião Norman M. Rowe, a técnica foi criada para as mulheres simularem como ficariam caso viessem a implantar silicone. 


Apelidado de “Instabreast”, pois garante seios fartos instantaneamente por até 24 horas, a solução salina, parecida com um soro fisiológico, é injetada em uma área próxima ao mamilo até as mamas atingirem o tamanho desejado. Segundo o cirurgião, o procedimento é bem simples e o líquido injetado é absorvido pelo corpo naturalmente, sendo eliminado junto com a urina.

De acordo com o cirurgião plástico Vitorio Maddarena, diretor da clínica Maddarena em São Paulo, embora seja possível aumentar a mama, o método não apresenta o mesmo efeito de um implante de silicone. "A prótese é colocada sob a base da mama, aumentando a projeção dos tecidos, a solução salina é injetada por todo o tecido, não sendo possível concentrá-la em determinada posição”, afirma. 

O especialista ainda explica que esse tipo de substância é absorvida rapidamente pelo organismo, dando o efeito de seios maiores por no máximo duas horas. 

Agora, se a sua dúvida é sobre a segurança do procedimento, o cirurgião ressalta para a possibilidade de ruptura de vasos, com consequente sangramento interno, formação de hematomas, que podem variar em extensão e intensidade. “Pode haver também a ruptura de cistos e outras lesões mamárias com possibilidade de infecção local”.

Nos EUA, substâncias semelhantes a Restylane ou Juvéderm não foram aprovados para serem utilizados como preenchimentos injetáveis nos seios pelo FDA. O mesmo aconteceu com o Macrolane na Grã-Bretanha. Para Rowe e outros médicos, o procedimento não é invasivo, mas alguns especialistas condenam a prática, afirmando que a injeção pode dificultar a leitura de futuras mamografias. 

Por Helena Dias

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