Fotodepilação em casa: vale o investimento?

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Fotodepilação em casa vale o investimento

Foto - Divulgação.

Pense no quanto nós, mulheres, devemos agradecer à ciência pelas diversas facilidades existentes para que alcancemos a beleza. E vem aí mais um item para integrar a lista: os aparelhos de luz pulsada para realizar a fotodepilação em casa.

O processo é feito por uma lâmpada que emite uma quantidade grande de calor, destruindo os folículos capilares por dano térmico. Com isto, os pelos enfraquecem ou são destruídos, gerando seu afinamento ou eliminação.

A diferença entre a depilação profissional e a caseira está justamente no aparelho e na intensidade da luz que penetra nos fios. Por ser menos potente, o procedimento realizado em casa gera depilações menos duradouras, mas isso não torna a técnica ou o aparelho menos sedutores.

De acordo com a professora do curso de Estética da Universidade Anhembi Morumbi , Fabiana Padovez, são necessárias entre 5 e 10 sessões, com intervalos mensais, para que todos os pelinhos sejam eliminados. "Aos poucos, vão se formando pequenas áreas depiladas, que vão se tornando maiores a cada sessão, até que entre 90 e 95% do volume de pelos desapareçam", explica a docente.

O resultado da depilação pode durar de um a três anos (!), sendo necessário fazer mais uma ou duas sessões anuais depois desse período para manter o resultado. Como apenas uma parte dos pelos volta, não apenas as sessões se reduzem, mas a dor do tratamento também.

"Sofre-se bem menos do que na depilação com cera, os pelos não encravam (tornando a técnica indicada para pessoas com foliculites) e a luz pulsada não causa alergias como as ceras e lâminas, podendo ainda ajudar a clarear axilas e virilhas escurecidas", adiciona a profissional.

Quais os riscos?

As consequências negativas do uso de luz pulsada para depilação em casa ou em clínicas consistem em queimaduras e manchas claras na pele, sensação de secura, hiperpigmentação e formação de crostas ou dano ocular, caso os óculos de proteção não sejam usados de forma adequada.

Janete Cozer, masterfranqueada da rede Não+Pêlo (www.naomaispelo.com.br), ressalta algumas restrições: "Só é permitido efetuar a fotodepilação a partir dos 13 anos de idade e, para as meninas, é recomendado que a depilação só ocorra após a primeira menstruação. Já o limite máximo é fixado até que os pelos brancos apareçam", explica.

O procedimento funciona melhor em pessoas de pele muito clara e com pelos muito escuros, já que a luz é atraída pela melanina e depende do contraste entre o pelo e a pele para funcionar. Por esse mesmo motivo, os raios não surtem efeito em pelos brancos ou loiro-claros, nem em pessoa de pele negra e pelos igualmente escuros.

Recomenda-se que depois de fazer uso da luz pulsada, as pessoas evitem se depilar e se expor ao sol. É preciso suspender o uso de peelings ou cremes com ácidos (15 dias antes e 15 depois de cada aplicação), depilações com cera quente ou fria e clareamentos como o banho de lua.

Algumas marcas possuem aparelhos de depilação à luz pulsada no mercado. O destaque vai para o recém-lançado Philips Lumea (cerca de R$ 2,5 mil), mas também existe o Silk'n Sensepil, o Silk’n Pro, o I-Light Pro Remington, o Basall I-Pilator entre diversos outros.

Toda essa tecnologia e benefícios valem o teste, mas procure seu dermatologista antes de realizar quaisquer procedimentos.

Por Juliany Bernardo (MBPress)

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