Depilação íntima - dúvidas mais frequentes

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Wavebreak Media Ltd./Corbis

Há quem não abra mão da depilação íntima, como depilar a virilha cavada ou retirar os pelos completamente. Um estudo realizado pela Universidade de Indiana e pelo Instituto Kinsey para Estudos sobre Sexo, Gênero e Reprodução ouviu a opinião de 2.451 americanas e o resultado apontou que 87% das jovens entre 18 e 24 anos removem total ou parcialmente os pelos pubianos.

O estudo também revelou que as mulheres adeptas da depilação íntima são mais confiantes e seguras em relação ao seu corpo do que aquelas que não costumam encarar o processo. Elas também têm maior índice de satisfação sexual, examinam mais os seus genitais e não se sentem constrangidas em falar sobre o assunto. Entre as senhoras com mais de 50 anos de idade, 51% revelaram não ter nem ao menos aparado os pelos nos últimos 30 dias.

Até que ponto a prática é recomendável para o corpo humano, uma vez que especialistas defendam a presença de pelos contra microrganismos que barram os agentes infecciosos?

Realmente é mais higiênico?

Não necessariamente. A higiene está relacionada à limpeza da área e não com a quantidade de pelos. Uma área íntima depilada, mas cuja mulher não faz a limpeza adequada, não será mais higiênica do que uma região bem cuidada e sem depilação. Independentemente da escolha da mulher é importante tomar os cuidados necessários com a higiene, como uso de sabonetes neutros ou íntimos.

Não depilar deixa a região mais sujeita a odores?

Apenas se a higiene não estiver sendo feita de forma adequada. Na base do pelo há glândulas que produzem suor e gorduras para lubrificar e resfriar a pele, que podem se acumular e causar um odor desagradável, mas isso se o local não for higienizado corretamente. O mau odor sentido também pode ser devido a alguma infecção vaginal não relacionada ao pelo, sendo necessário procurar um ginecologista para avaliar e tratar.

Depilar aumenta o prazer na relação sexual?

Não existe nenhuma relação fisiológica entre depilação e prazer sexual. O que pode acontecer é algumas mulheres se sentirem mais à vontade com a área íntima depilada, ou então deixar acordado com o parceiro que a depilação é um ponto a ser considerado para ajudar na excitação. No fundo, é uma questão de preferência, ficando a cargo de cada um decidir como prefere.

Depilar pode deixar inflamações?

Sim. Mulheres que têm a pele mais sensível e fazem depilação, principalmente com cera, podem sofrer com a dificuldade do pelo em furar a pele e crescer normalmente, gerando a foliculite (pelos encravados), enquanto a depilação com lâmina cause mais alergia. Se ocorrer com muita frequência, deve-se procurar um dermatologista para tratamento e orientação, sendo indicada em alguns casos a depilação definitiva a laser na virilha, que é o local mais acometido pela foliculite.

Os pelos protegem a vagina contra infecções?

Sim. Os pelos, assim como o nosso cabelo, funcionam como uma defesa para o nosso organismo, e a depilação total pode comprometer essa proteção. Além disso, outros fatores como o uso de tecidos apertados e sintéticos, que abafam a região, bem como a troca inadequada de absorventes e uso de protetores diários, também influenciam um maior acúmulo de suor na área, favorecendo alergias e infecções vaginais independente da depilação ou falta dela. Para quem é da turma da depilação, fica a dica: é recomendado preservar uma faixa de pelo com 2 cm de largura em média, evitando assim o atrito direto da vagina com roupas e absorventes, consequentemente, diminuindo o risco de infecções e irritações.

Depilar escurece a pele?

Qualquer irritação pode gerar um escurecimento local, por isso a melhor depilação deve ser escolhida com muito cuidado, respeitando as características da pele para não prejudicá-la. O ideal é conversar com o seu dermatologista para decidir qual o melhor método a fim de evitar o escurecimento da sua pele - em alguns casos o melhor é a depilação definitiva a laser. Caso a pele já esteja manchada, converse com um profissional e procure o tratamento adequado para o seu tipo de pele.


Por Natália Farah

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