Depilação definitiva - laser de diodo ou luz pulsada?

Depilação definitiva  laser de diodo ou luz pulsad

A dois passos do verão, próximo da mulherada sair por aí com o biquíni e a depilação em dia, muita gente vai se deparar com os incômodos pelinhos encravados, principalmente na virilha e axilas. O motivo é simples. Após usar aparelhos depilatórios ou a depilação com cera - quando os pelos são arrancados pela raiz - a haste do pelo não segue o caminho para a superfície e retorna ao interior na hora de crescer novamente. O resultado: bolinhas na pele.

A curvatura do pelo também faz com que ele retorne para o interior da pele e fique encravado. Em muitos casos, a esfoliação dias antes da depilação pode resolver o problema, mas, se mesmo assim ele persistir, o jeito é buscar a depilação definitiva.

Entre os métodos mais conhecidos está o laser e a luz pulsada, indicados para quem tem pele branca, além de pelos mais grossos e escuros. De acordo com a dermatologista Diva Previtera, a luz emitida pelo laser faz com que 40% dos pelos desapareçam em uma única sessão. "São necessárias algumas sessões para eliminação total, além de manutenção a longo prazo", explica.

Na opinião do dermatologista Beni M. Grinblat, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo (SBD-SP), ambas as tecnologias agem seletivamente no pelo, sem lesar a pele. "São, geralmente, bem tolerados, mas alguns pacientes necessitam de anestesia em creme. Também considerados seguros, mas existe o risco de ter complicações, por isso o tratamento deve ser feito por profissional habilitado", diz. Para entender melhor, Carla Albuquerque, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, esclarece que o laser é um feixe de luz altamente concentrado. A luz emitida é absorvida pelo pigmento localizado na raiz do pelo (melanina), numa fração de segundos, tempo suficiente para atingir a raiz, impedindo seu crescimento.

"A redução dos pelos é definitiva. O que não podemos impedir com o tratamento a laser é o nascimento de novos pelos no local. Após um tratamento a laser, podem surgir após meses um ou outro pelinho no local, mas geralmente escassos e finos", lembra a dermatologista.

Também para eliminar de vez os pelos existe o laser de diodo (Light Sheer). A diferença dele para os outros métodos está na eficácia para todos os tipos de pelo, até os mais finos, e pele, inclusive morenas e negras. "O laser de diodo possui comprimento de onda de 800 nanômetros, excelente para atingir com eficácia a melanina (cromóforo alvo) do folículo piloso. A luz intensa pulsada (LIP) trabalha com comprimentos de onda muito amplos e não muito específicos para a depilação. Sem dúvida alguma, o laser diodo proporciona resultados superiores ao da luz intensa pulsada", explica a dermatologista.

Mas quando se fala em depilação definitiva, a última tecnologia é o Light Sheer Duet, previsto para chegar ao Brasil no próximo mês, conforme a dermatologista que viu o aparelho no encontro da Academia Americana de Dermatologia, em março desse ano.

O novo método promete causar menos dor. O segredo está na ponteira usada, que cresceu de 9 por 9 milímetros para 22 por 35, e também usa a tecnologia de vácuo assistida responsável por deixar o tecido da pele mais próximo. Como isso, a energia do laser é menor e os incômodos diminuem. Por isso, a anestesia é dispensada. "Essas inovações resultam em maior versatilidade e agilidade na aplicação porque diminui em 75% o tempo necessário para tratar áreas grandes, como as pernas e dorso", acrescenta. No Light Sheer, Carla usa um creme no local 30 minutos antes da sessão e resfria a pele com rolinhos gelados. Assim como os outros, no Light Sheer Duet são necessárias seis sessões, com intervalos de um mês entre cada uma.

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Grinblat lembra também da eletrólise, mais demorada e usada em pelos brancos. "A eletrólise usa uma descarga elétrica para tentar atingir o folículo piloso, mas isso nem sempre é efetivo e pode deixar cicatrizes. É usada apenas nos casos em que o laser não funciona", diz Carla. Seja qual foi o método, as sessões são feitas no próprio consultório e você pode voltar as suas atividades depois da aplicação.

Por Juliana Lopes

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