Cirurgia plástica: célula-tronco poderá substituir a prótese de silicone

Célulatronco poderá substituir silicone

O cirurgião austríaco especialista em tratamento regenerativo e estético com células-tronco, Karl-Georg Heinrich, divulgou uma técnica de aumentar os seios: tirar um pouco de gordura onde for indesejada e aplicá-la nos seios.

Ao invés de próteses de silicone, a gordura é lipoaspirada das nádegas, quadris e coxas das pacientes, enriquecidas com células-tronco e injetadas sob a glândula mamária e a pele.

Essa cirurgia é indicada para mulheres que enfrentaram a reconstrução mamária depois do câncer. Dispensa silicone e não deixa cicatriz. A gordura retirada é tratada com enzimas e centrifugada pela máquina Celution System até que as células-tronco sejam isoladas e misturadas com uma pequena quantidade de gordura e reinjetadas com seringas nos seios.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Sebastião Guerra, ainda não existe um acompanhamento do procedimento a longo prazo. "As células-tronco são muito mais usadas nas regenerações do que na cirurgia plástica. É um embrião em franca evolução", explica.

"Os benefícios da utilização da célula-tronco já foram comprovados diversas vezes por especialidades da medicina. Apesar de alguns profissionais já manifestarem esta utilização, ainda não está mundialmente comprovado seu sucesso, sendo um assunto muito discutido entre as especialidades de cirurgia plástica e mastologia."

Dr. Sebastião explica que as mulheres que apresentam qualquer distúrbio mamário, mesmo como os mais simples, as displasias mamarias (mama com pequenos cistos), não devem fazer a cirurgia.

"A utilização das próteses de silicone na atualidade é um procedimento mais simples, de curta duração, mais prático e mais seguro. Comprovadamente não causa câncer de mama e pode ser retirada em quaisquer momentos, diferente do enxerto de gordura, que é um procedimento mais complexo e demorado. Sendo assim, ainda carece de uma avaliação de resultado a longo prazo."

A vantagem do novo método é a não rejeição da gordura, por ser um material da própria pessoa. E as desvantagens são as possíveis calcificações dessa mesma gordura, além de poder apresentar falsos diagnósticos e certa complexidade no grande aumento das mamas.


"Toda descoberta cientifica é bem-vinda à humanidade. Necessitamos, contudo, avaliar os resultados a longo prazo, fazendo a profilaxia dos malefícios de qualquer descoberta", diz Dr. Sebastião, que acredita que há chances de, num futuro próximo, a gordura célula-tronco substituir a prótese de silicone.

Por Caroline Belleze Silvi (MBPress)

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