Cirurgia estética de redução das mamas

Dar aquela turbinada nos seios é sonho de toda mulher, certo? Errado. Mesmo com a moda do silicone, ainda tem gente querendo reduzir as mamas. Os motivos vão desde um equilíbrio estético - para as mulheres que são, por exemplo, bem magrinhas e têm os seios desproporcionais ao resto do corpo - até a questão da saúde - quando as mamas, por serem grandes demais, causam problemas na coluna e outros.

Para diminuir o tamanho dos seios, é necessário fazer uma cirurgia chamada mamoplastia redutora, na qual é retirada parte da pele que compõe a região interna da mama. Como os seios grandes "caem" com mais facilidade, é preciso realizar também a mastopexia, que os "levanta". "Os dois procedimentos são complementares e ideais para mulheres com seios grandes e caídos, que buscam uma aparência mais jovem e natural", afirma o cirurgião plástico Luis Pinotti.

A hipertrofia (crescimento exagerado) mamária é hereditária e pode se agravar durante a adolescência, causando até problemas psicológicos, já que nesta fase é comum a baixa autoestima. A boa notícia é que as mocinhas podem fazer tanto a mamoplastia quando a mastopexia, sem maiores riscos.

"Adolescentes com excesso de mama, que apresentem alterações de postura, dores e alterações psicológicas, podem ser submetidas às cirurgias. Da mesma forma, pacientes idosas sem risco cirúrgico também estão aptas", diz o cirurgião plástico.

O motivo para muitas mulheres não se submeterem a esses e outros procedimentos que mexem com as mamas é que essa região é realmente a mais delicada do corpo feminino - e mais dolorida também. No entanto, o médico garante que não há muita dor depois da operação. "A maioria das pacientes apresenta dor leve nos cinco primeiros dias de pós-operatório. A sensibilidade das aréolas é mantida, salvo raras exceções. Normalmente, a sensibilidade é totalmente restabelecida entre seis meses e um ano".

Depois da mamoplastia e mastopexia, a paciente fica internada por algumas horas, mas geralmente dorme em casa. O tempo para recuperação também é animador: mais ou menos duas semanas, dependendo, claro, de cada organismo.

Mas, nem tudo são flores. Esse tipo de procedimento deixa uma cicatriz de tamanho razoável nos seios. Apesar disso, fazer a operação costuma compensar, sim. "Os resultados de uma cirurgia bem sucedida são seios mais simétricos, empinados, mais altos e com aréolas menores (quando necessário)", comemora Luis.

Antes de resolver diminuir o tamanho das mamas, é bom avaliar sua condição e até seus planos. Caso você tenha alguma patologia mamária, cabe ao seu ginecologista ou mastologista liberar ou não a realização da mamoplastia e/ou da mastopexia. Se você estiver com alguma infecção (urina, garganta, corrimento vaginal, etc.), não deverá ser operada. O mesmo vale para as mocinhas menores de idade que não estão autorizadas pelos pais a fazer a cirurgia e para os pacientes com algum risco cirúrgico.

Quem pretende engravidar menos de um ano depois da operação também não deve reduzir as mamas. "Para melhorar o formato do seio, é preciso cortar a glândula mamária, podendo lesionar alguns ductos lactíferos. Isto pode prejudicar a amamentação", justifica o especialista.

As mulheres que têm casos de câncer de mama na família devem ter a atenção redobrada, especialmente quando realizarem procedimentos relacionados aos seios. E, no caso da redução, não é diferente, como explica o cirurgião plástico. "A cirurgia não provoca câncer, mas aconselhamos as pacientes com histórico a submeterem o tecido retirado a uma análise histológica".


Fazer uma mamoplastia, mastopexia ou ambas as coisas pode ser a solução para quem sofre com seios grandes demais. Porém, é necessário tomar todos os cuidados e ser acompanhada por um ginecologista, sempre. Afinal, com saúde não se brinca.

Por Priscilla Nery (MBPress)