Beleza Teen

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Adolescentes insatisfeitas com seu corpo, existem por todos os lados. Sempre existiram. É o dente, que é muito torto; o joelho, que é esquisito; os seios, que são muito pequenos ou muito grandes. Tudo parece ser problema, nesta fase da vida em que auto-estima é coisa rara.

De uma hora para outra, a menina parece tomada pela idéia fixa de se tornar mais bela, mesmo já o sendo. Novos sentimentos surgem, com tons muito carregados, como se tudo fosse o fim do mundo. E, para ela, é!

Drama! Drama! Drama! Esta é a trilha (do podcast, evidentemente) que toca na mente adolescente.

O cérebro da mal-humorada-bem-humorada-mal-humorada-bem-humorada menina está sendo inundado, pela primeira vez, por doses crescentes de estrógeno e progesterona, vindas dos ovários, que chegam em repetidas ondas e começam a preencher circuitos adormecidos até então.

As novas descargas hormonais fazem com que a razão de ser de uma menina seja tornar-se sexualmente desejável. Ela passa a se interessar exageradamente por sua própria aparência e, mais especificamente, pelo interesse que desperta nos garotos que povoam seu mundo real ou imaginário. Começa, então, a julgar-se em relação às colegas, às imagens de mulher disseminadas pela mídia e às outras mulheres que considera bonitas.

Num mundo, no entanto, onde a beleza se tornou uma mercadoria a ser consumida, a adolescente não precisa mais esperar o lento processo de superação da típica crise da idade e, muito menos, aprender a conviver com suas características físicas indesejadas. E é assim que meninas, menores de 18 anos, vêm aderindo, cada vez mais, à “magia” da cirurgia plástica. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o número de adolescentes que colocam prótese aumentou 300% nos últimos 10 anos. No Brasil, cerca de 650 mil intervenções foram realizadas em 2005, 15% em jovens de 14 a 18 anos (nos EUA, este índice não passa de 7%).

Bombardeada por mensagens que a ensinam que, se não obedecer ao estreito padrão de beleza contemporâneo, ela não será ninguém, provavelmente reflete: por que sofrer, se posso comprar o nariz que desejo, se posso ter o peito igual ao da atriz da novela? E, ainda, pagar em prestações? Um triste sinal dos tempos.

Uma a Uma é uma empresa de inteligência de mercado especializada no público feminino. As sócias e colunistas do Vila Mulher, Denise Gallo e Renata Petrovic, ajudam a entender melhor e desvendar as várias faces da mulher contemporânea.
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