20 de novembro: Dia da Esteticista

20 de novembro Dia da Esteticista

Para quem ainda não sabe, 20 de novembro é a data perfeita para homenagear profissionais que fazem parte da vida de muitas mulheres: é o Dia da Esteticista. Afinal, a maioria de nós já passou ou vai passar por um tratamento estético na vida, buscando melhor forma, uma pele mais jovem e bonita ou dar aquele up no visual.

"O Dia da Esteticista é uma oportunidade para podermos discutir nossa carreira e a importância que ela tem, principalmente, para a saúde coletiva", afirma Jeanete Moussa Alma, presidente do Sindicato dos Profissionais Esteticistas do Estado de São Paulo (SINDEST-SP).

Para ela, atualmente, a estética deixou de ser apenas questão de vaidade. "Nós tratamos pessoas que têm dificuldade para se relacionar socialmente por não preencher o padrão de beleza exigido pela sociedade, pessoas que possuem deficiências ou formações estéticas indesejáveis oriundas de sequelas de cirurgias das mais diferentes ordens (por doenças ou reparadoras)", conta.

Como a esteticista lida com a saúde de seus clientes, é fundamental que conheça, pelo menos, o básico de algumas áreas que envolvem estudos do corpo humano. Por isso, a formação da profissional é importante. Para atender a essa necessidade, hoje existem cursos técnicos de nível médio, cursos tecnólogos - que em média duram três anos e valem como curso superior -, e inclusive, cursos de graduação, em grandes univeridades.

"Esse tipo de curso normalmente apresenta aos alunos procedimentos adequados em estética facial e/ou corporal mediante cada caso clínico, associando as informações obtidas com o histórico e exame físico, para elaboração e aplicação dos procedimentos estéticos específicos, utilizando os recursos cosmetológicos, manuais, eletro-estéticos, complementares e avançados", afirma Cristina Duarte, coordenadora do curso de Estética da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

Entre os procedimentos aprendidos nessa instituição, por exemplo, estão os de purificação da pele, acne, envelhecimento e gordura localizada, entre outras alterações de ordem estética. Eletro estimulação neuromuscular, ionização, ultra-som de uso estético, dermosucção, microcorrentes elétricas, vaporizador, manta térmica, peeling de cristal, eletroporação, laser, luz intensa pulsada entre outras novas tecnologias que você vê por aí são todas ensinadas dentro da sala de aula de uma universidade. Nas aulas, as alunas aprendem também terapias manuais como drenagem linfática, massagens relaxantes e modeladoras.

Regulamentação

"Infelizmente, várias foram as tentativas de regulamentação da carreira da esteticista. Hoje, tramita um projeto na Câmara Federal (959/03), fruto de vários projetos de associações estaduais organizadas pela Comissão de Legislação Participativa. Muitas foram as tentativas, em vão, de colocar esse Projeto de Lei em votação", lamenta Jeanete.

Tanto ela quanto Cristina acreditam que, com a aprovação desse projeto, haverá melhoria nos serviços estéticos oferecidos em todo o Brasil. "A regulamentação visa a melhorar o mercado de trabalho neste ramo, oferecendo um profissional qualificado e de formação multidisciplinar. Com o diploma, temos a indicação de uma seleção profissional e, assim, profissionais com conhecimento e treinados, conhecendo saúde e normas de biossegurança", diz a coordenadora da Anhembi Morumbi. "Outra coisa importante para a esteticista é estar sempre fazendo cursos de reciclagem e aprimoramento. A tecnologia na área estética evolui com muita rapidez e a profissional deve estar sempre atenta", completa Jeanete.

Risco à saúde

A falta de regulamentação permite que várias pessoas não capacitadas possam abrir clínicas de estética e prestar serviços a qualquer um - o que pode acarretar problemas de saúde. "Há muita gente no mercado que compra um aparelho, coloca uma bela placa na rua e ameaça, assim, a saúde da população", lamenta Jeanete, que é biomédica e doutora em estética. "A regulamentação evitaria esse tipo de aventureiros pseudo-esteticistas".

Ainda de acordo com Jeanete, a esteticista deve, além de desenvolver seu trabalho, saber quando a cliente precisa da ajuda de outros profissionais. "Eu mesma já me deparei com situações onde a cliente queria fazer um peeling cosmético para clarear uma suposta mancha que era, na verdade, uma neoplasia [câncer]", conta. "Em outra situação, atendi uma jovem que queria modelar o corpo e não queria tirar a roupa na minha frente. O que ela tinha era anorexia. Falei com os pais e ela está muito bem hoje, pois foi encaminhada a um terapeuta adequado".


Então, para não colocar a saúde em risco, é bom observar se a esteticista em quem se confia o corpo é regular, ou seja, se possui pelo menos um curso técnico e está associada a um órgão de classe, como sindicato ou associações. Assim, pode-se aproveitar ao máximo os benefícios dos tratamentos estéticos oferecidos no mercado, sem medo de ficar bonita!

Por Priscilla Nery (MBPress)

Comente