Xilogravuras de Jerônimo Soares

Xilogravuras de Jerônimo Soares

Foto Jessica Moraes

Aos 70 anos, Jeronimo Soares é exemplo de dedicação e reconhecimento do seu trabalho em mais de sete países. Um dos mestres da xilogravura popular, Jerônimo mostra o cotidiano do ambiente sertanejo.

Natural de Recife, Jeronimo aprendeu aos 12 anos com o pai, o poeta José Soares, a técnica da xilogravura. "Desde pequeno eu comecei a desenhar por intervenção do meu pai e ele acabou gostando das minhas gravuras", revela. Desde então não parou mais e são 58 anos se dedicando a esse trabalho. Algumas de suas obras caracterizam-se em desenhos feitos em matrizes de madeira em técnica de pontilhado com pontas de agulha.

Hoje morando em Diadema, São Paulo, Jerônimo têm como maior inspiração as famílias humildes do povo nordestino, região em que nasceu. Suas pinturas já foram publicadas em países como Portugal, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França, Suíça e Japão.

O acervo do Museu de Arte Popular, o MAP, que reuniu na Mega Artesanal os trabalhos de xilogravura de Jerônimo e outros artistas nordestinos, pôde apresentar as visões de uma cultura intensa, rica de identidade e grande valor antropológico e estético.


As obras de Jerônimo são um exemplo disso. Elas ressaltam o imaginário nordestino: a natureza, as crianças, simbologias de uma vida com esperança, situada em um cenário de poucas oportunidades, mas de muita beleza.

Por Jessica Moraes

Comente

Assuntos relacionados: artesanato