Knit Café chega ao Brasil

Arte de tricotar em espaço próprio

Knit Café de Toronto

Que tal juntar as amigas, conhecer gente nova, tomar um café e, ainda por cima, tricotar? Seguindo uma tendência mundial, chegou ao Brasil o primeiro Knit Café, local onde é possível confeccionar as próprias roupas e, de quebra, relaxar.

O conceito é bem conhecido em todo o mundo e famosos também fazem da "arte de tricotar" um hobby. Julia Roberts é um ótimo exemplo. Ela sempre é flagrada em knits cafés nos Estados Unidos e, provando seu fascínio, ela até comprou os direitos autorais do Best-seller "The Friday Night Knitting Club" ("Clube do Tricô de Sexta-Feira à noite), de Kate Jacobs. O livro conta a história de um grupo de amigas que sempre se encontrava para tomar um cafezinho e exercitar a terapia.

Priscila Bueno e Lica Isak, decidiram trazer para o país a união dos termos "qualidade de vida" e "faça você mesmo". "Trabalhei com tradução durante 20 anos. Como autônoma, eu atuava em casa e pude ser uma mãe presente, o que, para mim, foi prioridade. Aos 42 anos, estou na contramão das mulheres que querem trabalhar em casa, fazer o seu horário, fugir do trânsito... Já fiz isso! Então, comecei a procurar uma atividade que suprisse essa minha nova vontade e me encantei com a arte do bordado durante feiras numa fazenda em Minas Gerais. O hobby começou a ganhar espaço em minha vida, uma vez que havia decido me dedicar a esta arte", conta Priscila.

Depois de ter a ideia de abrir o próprio negócio, ela se apaixonou pelo tricô e percebeu que o mercado de lãs tinha pouquíssimas opções. Então, durante uma pesquisa, ela encontrou os knits cafés, onde as pessoas se reuniam, comiam, papeavam e tricotavam. Lica, amiga de Priscila, entrou para a sociedade assim que soube do projeto. Depois de trabalhar por 25 anos, aos 49 e com três filhos crescidos ela também quis unir o trabalho ao prazer.

"É o primeiro Knit Café do Brasil. Ele é diferente de qualquer outra loja, porque é um lugar aonde as pessoas vão para interagir. A partir do tricô, do crochê, bordado e de outras práticas, as pessoas podem conversar, trocar técnicas, idéias e, claro, degustar uma comidinha gostosa", explicam as idealizadoras do projeto no país.

Os produtos para Novelaria também diferem do que é convencional em lojas do ramo. As empresárias importaram lãs da Argentina, agulhas de tricô da Índia, bem como bolsas, acessórios de feltro e outros produtos.


Além dos produtos e da possibilidade de tricotar, no mais amplo sentido da palavra, a Novelaria também disponibiliza cursos de tricô, crochê, bordado e feltragem, todos feitos de forma bem descontraída seguindo o perfil do local. Os preços variam de R$ 160 a R$ 360 mensais e os alunos que já conhecem as técnicas podem participar das aulas para tirar algumas dúvidas e aprimorar as técnicas.

"Abrir a Novelaria é a realização de um sonho, de um estilo de vida que tem me dado muito prazer e que eu espero estender a todos que entrarem pela nossa porta. Sejam bem-vindos!", finalizam as proprietárias.

Por Carolina Pain (MBPress)

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