Artesãos da Sapucaí

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Artesãos da Sapucaí  artesanato no carnaval

Foto: André Nazareth

Quando você assiste aos desfiles das escolas de samba fica impressionado com tanto brilho e peças lindas? Pois para confeccionar todas essas fantasias, alegorias e adornos existe uma verdadeira equipe que fica nos bastidores. O livro "Artesãos da Sapucaí" conta um pouco da história de algumas pessoas que com seus trabalhos manuais fazem o Carnaval acontecer, transformando artesanato em magia na Sapucaí.

O fotógrafo André Nazareth e o artista plástico Carlos Feijó acompanharam durante meses todo o processo de fabricação dos itens e detalhes dos desfiles - são cerca de 200 artesãos por escola, de bordadeiras a marceneiros.

Barracões, ateliês, pequenas fábricas e confecções caseiras foram os locais visitados por eles para registrar os 60 artesãos mais representativos do Carnaval. Os autores garantem que é uma justa homenagem aos profissionais que muitas vezes ficam anônimos, mas que trabalham o ano inteiro para botar na avenida o maior espetáculo da terra.

Carlos Feijó faz questão de lembrar que a profissão é bem remunerada, mas exige dedicação. "O profissional precisa mergulhar no trabalho, é próximo a uma produção de cinema", afirmou. Ele lembra que uma de suas personagens do livro, Andrea, formou-se na Escola de Belas Artes, mas foi no Carnaval carioca que conseguiu encontrar uma maneira de ganhar a vida com arte.

As esculturas do carnaval são feitas no Rio de Janeiro e os artesãos são locais. Alguns vêm da cenografia da rede Globo e do Teatro Municipal. Segundo o artista plástico Arlindo Rodrigues hoje em dia muitas escolas de samba capacitam artesãos de suas comunidades. "Esta ação social começou com o projeto Comunidade Solidária presidido por Ruth Cardoso", afirmou.

Muitos artesãos que colaboram na produção das alegorias dos carros também vêm do Festival Folclórico de Parintins, do Amazonas. O intercâmbio de mão de obra entre as duas festas acontece sempre. "De Parintins vem a robótica dos carros alegóricos, que dão movimento às esculturas", afirmou Feijó.

O que mais impressionou André Nazareth foi o trabalho que acontece nos ateliês fora dos barracões. "Boa parte dos artesãos fotografados para o livro são pessoas mais reconhecidas em seu trabalho e trabalham em seus próprios ateliês. Eles trabalham para várias escolas ao mesmo tempo e os ateliês ficam abarrotados de fantasias e adereços para escolas diferentes", contou. A criação de ferramentas específicas para seus trabalhos, inventadas pelos artesãos para suas necessidades, também chamou a atenção do fotógrafo.


O livro tem versão em português e inglês e custa R$ 80,00 em edição promocional com apoio da Lei Rouanet. Você pode encontrar mais informações no site da Editora Olhares.

Por Catharina Apolinário

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